Acordo entre a Eletrobras e a AES Eletropaulo sobre questão judicial faz com que as ações da distribuidora fechem em alta

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A empresa AES Eletropaulo que é responsável por fazer a distribuição de energia, pretende conseguir fazer um acordo satisfatório para acabar com uma longa questão judicial traçada com a Eletrobras, sobre o pagamento de um débito bilionário solicitado pela estatal junto à distribuidora de energia, que atualmente é controlada pela empresa americana AES.

Os executivos da AES Brasil disseram através de uma teleconferência essa semana, que confiam na possibilidade de que esse processo termine mediante um acordo.

As ações da Eletropaulo acabaram fechando com uma alta de 4,24%, devido às últimas informações.

As duas companhias divulgaram também essa semana, que um memorando de conciliação foi assinado, para que termine essa questão judicial por esse débito através de uma intermediação.

Uma derrota nessa questão pode ter um custo para a  AES Eletropaulo  em torno de R$ 2 bilhões, apesar da empresa questionar o seu compromisso sobre o valor nas negociações junto à Justiça.

O presidente da AES Brasil, Julian Nebreda, disse que será preciso negociar um desconto, mas que a empresa não ficará presa somente ao valor, já que os termos dessa negociação também são tão significativos quanto o valor total.

O começo dessa questão entre as duas companhias foi em 1986, quando a Eletrobras fez um empréstimo para a Eletropaulo, que ainda era uma empresa estatal.

Mais tarde a Eletropaulo passou por uma divisão e deu início também a Cteep, que é uma estação de eletricidade, e de acordo com o presidente da AES Brasil, esta seria a responsável por esse débito. Ainda segundo o executivo, a Eletropaulo vai tentar uma negociação com a Eletrobras, para que a questão não influencie mais a determinação do preço das suas ações, mas que mais tarde a Cteep poderá ser acionada judicialmente. Ele disse que essa questão com a Eletrobras eles vão tentar resolver, mas que depois eles vão tentar reaver os custos com a Cteep, já que a responsabilidade foi dela.

Pedro Bueno, vice-presidente de Assuntos Legais da AES Brasil, declarou essa questão deve ser resolvida até o final desse ano com a Eletrobras. A possibilidade é de que tanto a intermediação quanto a finalização dela, aconteçam até o final do ano.

 

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