Conheça um pouco de Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco

A rotina do presidente de um grande banco não é esse mar de rosas que muitos imaginam. Luiz Carlos Trabuco Cappi chega cedo ao escritório, por volta das 7 da manhã e só vai embora às 18 horas. Em algumas situações quando tem jantar de negócios ou reuniões chega em casa mais tarde.

Apesar de ser uma pessoa discreta, as decisões tomadas por Trabuco são acompanhadas por profissionais de vários setores além do financeiro. Outros executivos de bancos, líderes empresariais, políticos e a mídia especializada está sempre interessada nas transações financeiras, concessões de crédito e outras ações tomadas por Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Chegou ao banco em 1969 e assim como outros executivos trilhou um caminho com um passo de cada vez, passando por diferentes estágios e níveis hierárquicos. Trabuco destacou-se na Bradesco Seguros, onde ficou à frente entre os anos de 2003 e 2009. Durante esse período, fez com que a área fosse responsável por 30% do lucro da instituição.

Luiz Carlos Trabuco Cappi nasceu em Marília em 1951 e formou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da Universidade de São Paulo. Seu empenho logo fez com que adquirisse experiência e buscasse degraus mais altos em sua trajetória.

Ao chegar à presidência do banco em 2009 viu um cenário um pouco desafiador: o Bradesco tinha acabado de perder a liderança no setor e o seu antecessor, Márcio Cypriano havia tido um desempenho impressionante. Em seus últimos 10 anos a frente do banco, o ex-presidente multiplicou o valor de mercado da instituição de US$ 5 bilhões para US$ 30 bilhões.

Luiz Carlos Trabuco Cappi é o quarto presidente na história de mais de 70 anos do Bradesco. Antes dele vieram Amador Aguiar, o fundador, Lázaro Brandão, que ainda atua como presidente do conselho e Márcio Cypriano.

Quando ocupou a cadeira, o posicionamento de Trabuco foi de manter a tranquilidade e melhorar os serviços já prestados pelo banco. “Nosso objetivo é fazer o melhor trabalho nos municípios que atendemos” disse o executivo em entrevista.

Também adotou práticas para estimular a participação e interesse dos colaboradores, sobretudo os que eram promovidos. Eles poderiam participar de reuniões no Salão nobre do banco e falar um pouco sobre assuntos importantes.

Seis anos depois, Luiz Carlos Trabuco Cappi foi responsável por uma das aquisições mais polêmicas da sua gestão, a compra da filial brasileira do HSBC. Na época a transação foi barrada em primeiro momento pelos órgãos reguladores, mas logo foi aprovada pelo valor de US$ 5,2 bilhões, no maior negócio no Brasil em 2015.

“Com o HSBC, conquistamos de uma vez o que demoraríamos cerca de seis anos para obter com crescimento orgânico” afirmou Trabuco. A aquisição permitiu que o banco ficasse mais vivo na briga pelo primeiro lugar do segmento, fazendo com que superasse o rival em itens como rede de agências, correntistas e fundos/ investimentos. Também se aproximou nos quesitos ativos, depósitos e empréstimos.

A transação fez com que Trabuco recebesse o prêmio de Empreendedor do ano nas finanças, pela mídia especializada.

 

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