Empreendedorismo em 2018 pode ter melhores resultados

O desejo de empreender pode ser originado de várias razões. Ter mais independência e flexibilidade profissional, ser dono do próprio negócio, necessidade de continuar com uma atividade lucrativa, ter um trabalho após a aposentadoria e outros motivos compõem as razões para se tornar um empreendedor.

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneuship Monitor (GEM) 2016, depois do sonho de viajar pelo país, comprar uma casa ou um carro, o sonho de ter um negócio está na lista dos desejos dos brasileiros.

Para quem está planejando empreender no ano de 2018, pode esperar por bons resultados como a estabilidade econômica e os fatores estruturais nas relações de trabalho.

Segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a aprovação da nova lei trabalhista e da lei que autoriza a terceirização de postos de trabalho poderá aumentar as iniciativas empreendedoras no Brasil. Existem probabilidades de empresas grandes terceirizar atividades que precisam essencialmente de criação, pois em geral quem cria são as pequenas empresas e que compra pronto são as grandes. Haverá um grande mercado de oportunidades nesse segmento.

De acordo com a GEM na crise em 2016 houve um crescimento de negócios que atingiu 57,4%. No entanto, a instabilidade econômica ainda não gera a confiança necessária nos empreendedores. Clemen Nunes, doutor em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que em 2018 será o ano em que a economia apresentará uma recuperação que ocasionará um poder de compra maior nas famílias, e isso acompanha um crescimento no nível de emprego. O investimento das empresas também indica uma visão positiva para as perspectivas econômicas.

Outro ponto positivo será o aumento do número de investidores-anjo em 2018, o que será causado por razões estruturais, o que não é um resultado que está relacionado à situação macroeconômica. O setor está apresentando um aumento e um amadurecimento, iniciando um processo de mais profissionalismo.

O polos que incentivam o desenvolvimento tecnológico para o empreendedorismo e os apoios dos governos estaduais incentivam uma melhor preparação para a área nas escolas e universidades. O impacto que a economia tem com a criatividade que está aliada com tecnologia gera resultados que melhoram o mercado de trabalho.

 

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