Último ano foi o mais seguro nas viagens em jatos comerciais

Segundo uma companhia de consultoria holandesa e um grupo especializado em segurança da aviação, responsável por fazer o rastreamento de acidentes, no ano de 2017 as empresas aéreas não registraram nenhuma morte, tornando esse ano o mais seguro de todos em viagens aéreas feitas por jatos comerciais.

Adrian Young, da empresa To70 de consultoria especializada em aviação da Holanda e a Rede de Segurança da Aviação, declararam há alguns dias que durante todo o ano de 2017, não foi registrado nenhum acidente com vítimas fatais dentro do segmento de jatos comerciais com passageiros.

A empresa de consultoria holandesa avaliou que os índices de acidentes fatais para voos longos comercias com passageiros, foi de 0,06 por milhão de voos ou seja, um acidente com vítimas fatais para cada 16 milhões de voos realizados no mundo.

O grupo responsável pela segurança da aviação constatou que não houveram vítimas fatais em voos comerciais com passageiros nesse ano, mas aconteceram dez acidentes com vítimas de avião, causando 44 mortes de passageiros e 35 vítimas em terra, sendo que nesses números ainda estão incluídos os aviões que transportavam cargas.

Esses índices também incluem  um acidente que aconteceu no dia 31 de dezembro,  com um avião Cessna 208B Grand Caravan da empresa Nature Air, que caiu pouco tempo depois da sua decolagem em uma região cheia de montanhas da cidade de Punta Islita, localizada na Costa Rica e que teve doze vítimas fatais.

Os índices observados em 2016 foram bem piores, quando aconteceram 16 acidentes, mas o número de vítimas fatais chegou a 303 mortes, entre todas as empresas do setor aéreo mundial.

O grupo responsável pela segurança da aviação declarou também, que 2017 foi o mais seguro, tanto pelas taxas de acidentes com vítimas quanto pelo número de tragédias na aviação.

Nos últimos vinte anos, os índices de mortes causadas pela aviação no planeta, estão em constante queda, como por exemplo no ano de 2005, quando 1.015 pessoas perderam a vida dentro de aviões que faziam voos comerciais com passageiros em todo o planeta, segundo informações dadas pela Rede de Segurança da Aviação.